Ambientes Climatizados

Fontes Poluentes

Recomenda que sejam adotadas para fins de pesquisa e com o propósito de levantar dados sobre a realidade brasileira, assim como para avaliação e correção das situações encontradas, as possíveis fontes de poluentes informadas nos Quadros I e II.

Possíveis fontes de poluentes biológicos

Bactétirias
Principais fontes em ambientes interiores
Reservatórios com água estagnada, torres de resfriamento, bandejas de condensado, desumidificadores, umidificadores, serpentinas de condicionadores de ar e superfícies úmidas e quentes.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores
Realizar a limpeza e a conservação das torres de resfriamento; higienizar os reservatórios e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes; eliminar as infiltrações; higienizar as superfícies.

Fungos
Principais fontes em ambientes interiores
Ambientes úmidos e demais fontes de multiplicação fúngica, como materiais porosos orgânicos úmidos, forros, paredes e isolamentos úmidos; ar externo, interior de condicionadores e dutos sem manutenção, vasos de terra com plantas.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores
Corrigir a umidade ambiental; manter sob controle rígido vazamentos, infiltrações e condensação de água; higienizar os ambientes e componentes do sistema de climatização ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes; eliminar materiais porosos contaminados; eliminar ou restringir vasos de plantas com cultivo em terra, ou substituir pelo cultivo em água (hidroponia); utilizar filtros G-1 na renovação do ar externo.

Protozoários
Principais fontes em ambientes interiores:
Reservatórios de água contaminada, bandejas e umidificadores de condicionadores sem manutenção.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Higienizar o reservatório ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes.

Vírus
Principais fontes em ambientes interiores:
Hospedeiro humano.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Adequar o número de ocupantes por m2 de área com aumento da renovação de ar.; evitar a presença de pessoas infectadas nos ambientes climatizados

Algas
Principais fontes em ambientes interiores:
Torres de resfriamento e bandejas de condensado.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Higienizar os reservatórios e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes.

Pólen
Principais fontes em ambientes interiores:
Ar externo.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Manter filtragem de acordo com NBR-6401 da ABNT

Artrópodes
Principais fontes em ambientes interiores:
Poeira caseira.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Higienizar as superfícies fixas e mobiliário, especialmente os revestidos com tecidos e tapetes; restringir ou eliminar o uso desses revestimentos.

Animais
Principais fontes em ambientes interiores:
Roedores, morcegos e aves.
Principais Medidas de correção em ambientes interiores:
Restringir o acesso, controlar os roedores, os morcegos, ninhos de aves e respectivos excrementos.

Possíveis fontes de poluentes químicos

CO
Principais fontes em ambientes interiores:
Combustão (cigarros, queimadores de fogões e veículos automotores).
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Manter a captação de ar exterior com baixa concentração de poluentes; restringir as fontes de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; eliminar a infiltração de CO proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo em áreas fechadas.

CO2
Principais fontes em ambientes interiores:
Produtos de metabolismo humano e combustão.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Aumentar a renovação de ar externo; restringir as fontes de combustão e o tabagismo em áreas fechadas; eliminar a infiltração de fontes externas.

NO2
Principais fontes em ambientes interiores:
Combustão.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Restringir as fontes de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; impedir a infiltração de NO2 proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo em áreas fechadas.

O3
Principais fontes em ambientes interiores:
Máquinas copiadoras e impressoras a laser.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Adotar medidas específicas para reduzir a contaminação dos ambientes interiores, com exaustão do ambiente ou enclausuramento em locais exclusivos para os equipamentos que apresentem grande capacidade de produção de O3.

Formaldeído
Principais fontes em ambientes interiores:
Materiais de acabamento, mobiliário, cola, produtos de limpeza domissanitários
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Selecionar os materiais de construção, acabamento e mobiliário que possuam ou emitam menos formaldeído; usar produtos domissanitários que não contenham formaldeído.

Material particulado
Principais fontes em ambientes interiores:
Poeira e fibras.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Manter filtragem de acordo com NBR-6402 da ABNT; evitar isolamento termo-acústico que possa emitir fibras minerais, orgânicas ou sintéticas para o ambiente climatizado; reduzir as fontes internas e externas; higienizar as superfícies fixas e mobiliários sem o uso de vassouras, escovas ou espanadores; selecionar os materiais de construção e acabamento com menor porosidade; adotar medidas específicas para reduzir a contaminação dos ambientes interiores (vide biológicos);
restringir o tabagismo em áreas fechadas.

Fumo de tabaco
Principais fontes em ambientes interiores:
Queima de cigarro, charuto, cachimbo, etc.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Aumentar a quantidade de ar externo admitido para renovação e/ou exaustão dos poluentes; restringir o tabagismo em áreas fechadas.

COV – Compostos Orgânicos Voláteis
Principais fontes em ambientes interiores:
Cera, mobiliário, produtos usados em limpeza e domissanitários, solventes, materiais de revestimento, tintas, colas, etc.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Selecionar os materiais de construção, acabamento, mobiliário; usar produtos de limpeza e domissanitários que não contenham COV ou que não apresentem alta taxa de volatilização e toxicidade.

COS-V – Compostos Orgânicos Semi-Voláteis
Principais fontes em ambientes interiores:
Queima de combustíveis e utilização de pesticidas.
Principais medidas de correção em ambientes interiores:
Eliminar a contaminação por fontes pesticidas, inseticidas e a queima de combustíveis; manter a captação de ar exterior afastada de poluentes.

Observações – Os poluentes indicados são aqueles de maior ocorrência nos ambientes de interior, de efeitos conhecidos na saúde humana e de mais fácil detecção pela estrutura laboratorial existente no país.Outros poluentes que venham a ser considerados importantes serão incorporados aos indicados, desde que atendam ao disposto no parágrafo anterior.

Definições

Para fins desta Orientação Técnica são adotadas as seguintes definições, complementares às adotadas na Portaria GM/MS nr 3.523/98:

a) Aerodispersóides: sistema disperso, em um meio gasoso, composto de partículas sólidas e/ou líquidas. O mesmo que aerosol ou aerossol.

b) Ambiente aceitável: ambientes livres de contaminantes em concentrações potencialmente perigosas à saúde dos ocupantes ou que apresentem um mínimo de 80% dos ocupantes destes ambientes sem queixas ou sintomatologia de desconforto.1, 2

c) Ambientes climatizados: são os espaços fisicamente determinados e caracterizados por dimensões e instalações próprias, submetidos ao processo de climatização, através de equipamentos.

d) Ambiente de uso público e coletivo: espaço fisicamente determinado e aberto a utilização de muitas pessoas.

e) Ar condicionado: É o processo de tratamento do ar, destinado a manter os requerimentos de Qualidade do Ar Interior do espaço condicionado, controlando variáveis como a temperatura, umidade, velocidade, material particulado, partículas biológicas e teor de dióxido de carbono (CO2).

f) Padrão Referencial de Qualidade do Ar Interior: marcador qualitativo e quantitativo de qualidade do ar ambiental interior, utilizado como sentinela para determinar a necessidade da busca das fontes poluentes ou das intervenções ambientais

g) Qualidade do Ar Ambiental Interior: Condi~ção do ar ambiental de interior, resultante do processo de ocupação de um ambiente fechado com ou sem climatização artificial.

h) Valor Máximo Recomendável: Valor limite recomendável que separa as condições de ausência e de presença do risco de agressão à saúde humana.

Abrangência

O Grupo Técnico Assessor elaborou a seguinte Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, no que diz respeito a definição de valores máximos recomendáveis para contaminação biológica, química e parâmetros físicos do ar interior, a identificação das fontes poluentes de natureza biológica, química e física, métodos analíticos ( Normas Técnicas 001, 002, 003 e 004 ) e as recomendações para controle ( Quadros I e II ).

Recomendou que os padrões referenciais adotadas por esta Orientação Técnica sejam aplicados aos ambientes climatizados de uso público e coletivo já existentes e aqueles a serem instalados. Para os ambientes climatizados de uso restrito, com exigências de filtros absolutos ou instalações especiais, tais como os que atendem a processos produtivos, instalações hospitalares e outros, sejam aplicadas as normas e regulamentos específicos.

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